quinta-feira, 13 de maio de 2010

Matéria no DÍARIO DE SANTA MARIA!!!!!!!!!!!!!

OLHEM SÓ ESSA MÁTERIA!! FIQUEI MUITO ORGULHOSO E AGRADECIDO AOS AMIGOS DO DIÁRIO DE SANTA MARIA, que me deram essa baita força e fizeram uma ótima divulgação...Valeu Gurizada, com essa força vamo tocando em frente!!

Gaúcho sem bagualismo
Érlon Péricles lança quinto disco, direcionando trabalho para o lado mais campeiro Érlon Péricles, 38 anos, é um dos nomes mais representativos da música regional. Mas, como artista, sabe que é importante ter cuidado para que sua música se comunique também com quem não tem ligação com o campo.

– Eu sou dessa lida campeira mais diária, tirar leite com o pai, ir botar as vacas na mangueira...Nunca fui um ginete, um domador. Talvez por isso que me identifique um pouquinho mais com o urbano. Tenho esse cuidado de não deixar bagualismo, fazer um meio termo – revela Érlon.

Um pouco desse trânsito entre a cidade e campo pode ser conferido em Rio Grande Véio, mais recente trabalho do artista que é natural de São Luiz Gonzaga, mas que viveu de 1989 a 2006 em Santa Maria. Atualmente, Érlon mora em Porto Alegre, já que na Capital há facilidades para divulgar seus projetos. O nome do disco novo é uma das faixas de sucesso do álbum anterior, Mais Gaúcho (2005), e foi uma sugestão da patroa Graciela Borges.

A mudança para a Capital já rendeu bons frutos. O conjunto Buenas M’espalho, que é uma parceria de Érlon com os amigos Cristiano Quevedo (que também morou no Coração do Rio Grade), Ângelo Franco e Shana Müller, é um deles. A brincadeira, que surgiu sem muitas pretensões, abocanhou o prêmio açoriano de melhor CD regional em 2009 com o álbum Bombacha da Modernidade.

Em abril, Érlon passou por Santa Maria, no bar Amsterdan, para o primeiro show de lançamento do trabalho novo no interior do Estado. A festa foi um promoção da Gadea Produções, que vem movimentando eventos gaudérios em Santa Maria.

– Em Santa Maria é sempre gostoso e bom de tocar, já que morei aí por 17 anos. É muito importante levar as novidades para minha segunda terra – afirma Érlon.

No mesmo mês, também levou o prêmio Açorianos como compositor regional pelo trabalho em Rio Grande Tchê, de Elton Saldanha. Com a carreira de compositor consagrada, Érlon aproveita agora para soltar a voz. No dia do lançamento do disco em Porto Alegre, no Theatro Túlio Piva, ele conversou com o Diário por telefone.

Diário de Santa Maria – Rio Grande Véio tem uma pegada ainda mais campeira, era essa tua intenção?

Érlon Péricles – Ele vem no rastro do Mais Gaúcho. É um CD mais campeiro, procurando afirmar, principalmente, essa ligação minha com o campo e as coisas mais gaúchas. Eu continuo fazendo de tudo, mas assumi essa postura de cantor e acho que tenho de ter essa identidade mais explícita com o trabalho.

Diário – Como está sendo a receptividade do álbum?

Érlon – Acho que, por ser um trabalho mais campeiro, está melhor para o público e causando uma certa estranheza nos colegas. Isso porque tenho uma tradição nos festivais, que é algo mais erudito. Em termos de mercado, está sendo muito bem aceito. Quem consome é o povo, os amigos têm de andar junto para dar uma força (risos).

Diário – O Buenas M’Espalho também está fazendo shows. Tu segues trabalhando tua carreira solo paralelamente ao projeto?

Érlon – O Buenas segue de pé. Para este ano, o Cristiano Quevedo está com a agenda cheia. Para a gente continuar se ajudando, vamos convidar, a partir de junho, o Pirisca Greco para fazer parte do projeto momentaneamente.

Diário – O CD do Buenas se chama Bombacha da Modernidade, que faz referência ao fato de manter a tradição sem deixar de lado ferramentas do mundo moderno, como Internet e celular. Com o teu trabalho solo, tu manténs essa ideia?

Érlon – Também, mas é menos explícito, porque a linguagem que a gente está tentando usar é mais campeira. Eu tenho muito cuidado, e até está virando característica da minha música, dizer as coisas na poesia que não sejam muito longe do cotidiano das pessoas. Então, não falo termos específicos de campo. A minha música é campeira, mas tem um linguajar urbano.

Diário – Como você usa o mundo virtual para divulgar seu trabalho?

Érlon – Estou com o site e o blog, que são os principais. Tem também vídeos no Youtube. Eu tenho uma assessoria do Leonardo Gadea, aí de Santa Maria, que está sempre atualizando o material.

Diário – Hoje em dia, sabemos que está cada vez mais complicado vender discos em função do MP3. Como tu percebes o consumo desse tipo de mídia pelos fãs de música gaúcha?

Érlon – Segue a mesma coisa, pois a minha venda, até hoje, nunca foi expressiva, de vender cinco ou 10 mil CDs. É um trabalho de formiguinha. As pessoas vão nos shows, compram. Não acho que para a nossa música afete muito.

HOMERO PIVOTTO JR.

2 comentários:

MPG COMUNICAÇÃO disse...

A Boca do Monte foi a sementeira do que somos hoje. Lembras daquele tempo? Dá uma chuleada...

http://www.youtube.com/user/tokadokoelho#p/u/5/3E15M757Adg

Graciane Pires disse...

ADOROOO!
Ter irmão famoso é tudo de bom!
hahahhahahaha